1. O TDAH existe ou é um distúrbio fantasma, criado por americanos para que pais e professores justifiquem suas dificuldades em educar, e para que profissionais justifiquem seus erros e suas dificuldades em se relacionar?
Veja a Declaração de Consenso (ver em textos sobre TDAH) assinada por 80 experientes profissionais sustentando que o TDAH é um transtorno real. Os estudos com gêmeos e com crianças adotadas mostram que o papel predominante é do fator hereditário, cabendo ao ambiente uma participação menos expressiva na gênese do problema. 2. É possível diagnosticar TDAH através do exame eletroencefalograma (EEG)?
O diagnóstico do TDAH é clínico. O EEG só se justifica para eliminar a possibilidade de outra patologia associada, isto é, não tem nenhuma participação no diagnóstico.
3. Que tipo de profissional deve ser procurado para diagnóstico e tratamento? Um psiquiatra, um neurologista, um psicólogo, um fonoaudiólogo, e/ou...?
O fundamental é encontrar um profissional que conheça profundamente o transtorno. Infelizmente ele ainda é muito desconhecido por muitos profissionais da área da saúde, e pior, agora que o TDAH começa a ser mais divulgado, começam a pipocar vários "especialistas" no assunto. O site Hiperatividade.com perguntou: "Qual o profissional que você procura quando suspeita que alguém tem TDAH?".
As respostas foram as seguintes:
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| Neurologista |
31,41 |
| Psicólogo |
33,33 |
| Psiquiatra |
18,28 |
| Pediatra |
4,30 |
| Fonoaudiólogo |
3,23 |
| Professor |
3,23 |
| Seu médico |
3,23 |
4. O TDAH é mais freqüente no sexo masculino?
Não. Essa crença vem da época em que apenas crianças hiperativas eram diagnosticadas e em geral os meninos são mais hiperativos. Hoje sabe-se que as meninas sendo mais do tipo desatento, muitas vezes eram diagnosticadas erroneamente com depressão, deficiência intelectual leve... A relação é de 1 homem/1 mulher. 5. Qual o perigo real do uso do estimulante metilfenidato, a Ritalina ou Concerta?
Não há perigo quando devidamente supervisionado, pelo contrário, estudos comparativos mostram que os grupos tratados com esse tipo de medicação tiveram menor incidência de uso de drogas, em especial a cocaína, do que nos grupos não tratados. 6. Pode-se usar mais de um medicamento?
Sim. No caso de comorbidades, além do estimulante do córtex pré-frontal, pode-se usar medicamentos específicos a esses outros distúrbios: depressão, ansiedade, insônia...
7. A Ritalina e/ou Concerta causam dependência?
Não. O que acontece é que os estimulantes não curam o TDAH, ele é crônico. Quando a medicação é interrompida, os sintomas do TDAH voltam a aparecer e a pessoa pode não gostar de "funcionar" como antes, o que não significa dependência química.
8. É possível o tratamento sem medicação?
Sim, se o grau de desatenção não atrapalhar em demasia sua vida profissional e/ou pessoal, e a pessoa conseguir através do conhecimento do transtorno e da terapia estruturar-se, adquirir disciplina e domínio sobre seus impulsos.
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