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Outras crianças com TDAH não diferem
das demais e só são avaliadas e diagnosticadas
após o ingresso no período escolar ao
apresentar prejuízo no aprendizado e/ou nos relacionamentos
com colegas, professores ou pais. Isso porque os 3 sintomas
mais marcantes do TDAH – a distração,
a impulsividade e a grande atividade, num grau mais
leve, são comuns nas crianças em geral,
daí muitas ficarem sem diagnóstico. Também
as do Tipo Desatento podem passar despercebidas nos
primeiros anos de vida.
Além de distraídos, a criança
ou adolescente com TDAH tem enorme dificuldade em sustentar
a atenção durante muito tempo numa mesma
tarefa, sem interrompê-la por inúmeras
vezes.
Porém. quando motivados ou desafiados
por situações inovadoras (televisão,
vídeo-game, salas de bate-papo, etc...), eles
têm um poder de hiperconcentração,
nem se dando conta do que acontece à sua volta.
Os hiperativos/impulsivos, são incapazes
de planejar, selecionar com antecedência, para
depois executar algo. Eles não conseguem controlar,
inibir seus impulsos: dificilmente ficam quietos num
lugar por muito tempo, podem ser muito falantes, falar
sem pensar, sendo muitas vezes inconvenientes, interromper
a fala dos outros, jogos, responder a questões
antes de serem totalmente formuladas, comer muito, comprar
muito, etc.
Essa falta de autocontrole pode ser o terror
de muitos pais e/ou professores, que sentem-se incapazes
de colocar limites caso não conheçam o
transtorno e como lidar com ele.
Geralmente são desorganizados com seu
material escolar, sua mochila, sua mesa, gavetas e principalmente
com o planejamento de suas tarefas, estudos, empurrando-os
sempre para a última hora (isso quando não
deixam de fazê-los). Estão sempre atrasados,
lutando contra o tempo.
Problemas de memória são freqüentes:
esquecem nomes, datas de trabalhos, provas, perdem ou
esquecem objetos com facilidade. Como conseqüência
vem a preocupação e ansiedade crônicas,
por não se sentirem confiáveis.
Também têm muita dificuldade em
notar, interpretar dicas e regras sociais: sempre querem
fazer tudo "do seu jeito, no seu tempo".
Isso explica muitas vezes a dificuldade de viver adequadamente
em sociedade, seus desencontros nos relacionamentos
sociais e pessoais.
A criança ou adolescente com TDAH não
sabe lidar com fracasso, frustração. Estão
sempre ansiosos, sentem-se incompreendidos e irritam-se
com facilidade.
Com a auto-estima fragilizada por tantos rótulos
negativos já recebidos, com freqüência
"chutam o pau da barraca", por serem super
reativos e por acharem que já não têm
muito a perder.
O transtorno gera uma real incapacidade na criança
ou no adolescente de controlar sua própria vontade
ou comportamento, relacionando-os com a passagem do
tempo: muitos são incapazes de ter em mente futuros
objetivos e/ou medir as conseqüências negativas
de seus atos impulsivos a longo prazo.
O TDAH erroneamente, muitas vezes é apresentado
como distúrbio de aprendizagem, mas na verdade
é um distúrbio de realização.
Crianças ou adolescentes com TDAH sentem-se
muito melhor quando após serem diagnosticadas,
fazem um tratamento focado, onde os seus problemas e
dificuldades são trabalhados e suas qualidades
são realçadas e alimentadas, visando sempre
a melhoria de sua auto-estima, nunca esquecendo dos
limites a serem respeitados. Afinal, geralmente são
inteligentes, sensíveis, curiosos, criativos,
atrevidos, inventivos, com muita energia, espontaneidade,
etc., com necessidade de uma "condução"
adequada.
conseqüências >
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