Indivíduo inteligente, criativo e intuitivo. Tem dificuldade em assistir uma palestra, ler um livro, sem que sua cabeça “voe” para bem longe perdida num turbilhão de pensamentos. Comete erros por falta de atenção a detalhes. Adia tarefas, deixando tudo para última hora. Vive numa eterna cobrança e grande ansiedade. É desorganizado com papéis, horários e prazos. Impaciente, quer tudo “para ontem”, interrompe os outros quando falam, e tem a mente com mil idéias, mas sente dificuldade em colocá-las em prática.
Se você se reconheceu entre os sintomas ou conhece alguém com essas características, pode estar convivendo de perto com o chamado TDAH ou Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade.
É um transtorno neurobiológico, que atinge mais de 6% da população, com três características principais: desatenção, impulsividade e hiperatividade (a hiperatividade pode ser apenas mental). O baixo funcionamento do córtex pré-frontal compromete as FE (funções executivas) do cérebro, responsáveis pelo planejamento, observação, mudança de rota caso necessário, manutenção da atenção e do auto-controle do comportamento. A disfunção é crônica, herdada na grande maioria das vezes, daí sua presença desde a infância.
Ao contrário do que se pensava antigamente, o TDAH não é superado na adolescência: cerca de 65% das crianças diagnosticadas como portadoras de TDAH continua com os sintomas quando atinge a idade adulta. “Tanto crianças, adolescentes como adultos podem ter sua vida acadêmica, familiar, afetiva e/ou social prejudicadas em função do transtorno”, afirma Cleide Heloisa Partel, psicóloga do edifício Offices, especialista em TDAH e suas consequências (depressão, pânico, ansiedade, obesidade, alcoolismo, etc).
Segundo Cleide, autora do site www.universotdah.com.br, o tratamento abrange psicoterapia estrutural e organizadora, e quando necessário um trabalho abrangendo a dinâmica familiar. Com o tratamento a pessoa aprende a lidar com as características do TDAH, a controlar seus impulsos, a rever o conceito que tem de si mesma, melhorando seus relacionamentos, seu desempenho profissional e sua auto-estima.
Medicação também pode ser indicada para melhorar a concentração e a impulsividade, dependendo do grau do TDAH.
2. Minha cabeça está sempre ligada à 1.000 pensamentos, idéias, fatos, preocupações.
3. Tenho uma tendência a dizer ou fazer coisas sem pensar e muitas vezes me arrependo depois.
4. Fico impaciente com a “lentidão” das coisas e das pessoas, me irrito com facilidade.
5. Começo um projeto mas antes de concluí-lo já estou e pensando e muitas vezes fazendo outro.
6. Quando estou lendo um livro, muitas vezes preciso reler um parágrafo ou uma página inteira por estar perdido em devaneios.
7. Quando faço o que gosto ou me sinto desafiado, meu poder de concentração é intenso, como um raio lazer.
8. Muitas vezes compenso meus humores depressivos por meio de algum tipo de comportamento compulsivo, como gastar muito dinheiro, comer demais, trabalhar em demasia, beber demais...
9. Tenho uma tendência a adiar meus projetos, minhas tarefas, deixando-os sempre para última hora, privando-me sempre do tempo de revisão.
10. Não importa o que faço e o quanto me esforço, não me sinto realizando todo meu potencial.
Total de respostas "Sim":
É necessário que a pessoa tenha 6 ou mais características acima, para haver possibilidade de diagnóstico de TDAH (DDA).
Se você responder de maneira afirmativa a 6 ou mais destas questões, é provável que você tenha TDAH.
Testes para crianças, adolescentes, adultos e mais informações a respeito do TDAH estão no site www.universotdah.com.br